domingo, 29 de julho de 2012

PALESTINA NAS OLIMPIADAS 2012: VITÓRIA DE UMA NAÇÃO MASSACRADA!




Os atletas palestinos nos jogos olímpicos de Londres-2102 são embaixadores do seu povo, embaixadores da paz, justiça e liberdade.

Não importam as medalhas, a presença da Palestina representa uma importante vitória. Os atletas embaixadores afirmam para o mundo que a Palestina é uma nação, é um povo, é um território, é uma cultura milenar, é uma causa e que a brutalidade da ocupação e colonização israelense não dobrará de joelhos esse povo altivo, esse povo que luta pelo retorno dos refugiados aos seus lares e propriedades e pelo estabelecimento do seu Estado livre, soberano e independente, com Jerusalém Capital.


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         Desfile da delegação palestina e o orgulho do judoca Maher Abu 
Rmeileh ao erguer a bandeira 




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A  atleta Wourud Sawalha : “tenho grande responsabilidade, estou cumprindo uma missão nacional”.  Israel e EUA, a despeito da vontade dos países do mundo, jogam para que a missão de Woroud não seja cumprida.


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A vitoriosa delegação palestina nas Olimpíadas de Londres


Delegação palestina nas Olimpíadas de Londres


Por Ana Helena Tavares(*)

O que é mesmo vencer e perder numa Olimpíada? Será que naquela que tantas vezes se define como uma confraternização mundial através do esporte vencer se resume a uma medalha de ouro no peito? Não posso crer.

E a pequena, porém sorridente, delegação palestina, desfilando livre na cerimônia de abertura, onde fica nessa história?

Por que será que a imprensa não lhes dá destaque? Será porque eles não têm chance de medalha ou será porque não estão preocupados com isso?

Já chegam vencedores. A sombra do belicismo daqueles a quem a paz não interessa não foi capaz de lhes deter. Em Londres, o amanhã se apressa.

Clareia-se o sol entre os descendentes dos filisteus. E flâmulas tremulam elevando o nome de uma terra maltratada pelo imperialismo.

Os generais de Israel – e da América fel – se roem. Após lançar tantos fungos danosos à humanidade, cravando de mortes a terra onde Cristo escolheu viver, impedindo o broto de chegar à mocidade, fazendo vidas valerem menos que poder e tapando o sol com balas de canhão.

Mas em Londres, apesar do olhar gélido da rainha, misturam-se cores num mundo de muitos ventos e costura-se a esperança como um jogral.

Sim, lágrimas em Gaza ainda jorram, o mal continua aí. Mas o reconhecimento desse povo como delegação transforma a vida numa possibilidade menos vil.

Faz da noite dama menos prepotente e faz do futuro algo viável de sonhar.

*Ana Helena Tavares é editora do site “Quem tem medo da democracia?”


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Atleta palestino faz história ao conquistar índice olímpico

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O judoca Maher Abu Rmeileh fez história ao se tornar o primeiro atleta palestino a garantir índice para participar dos Jogos Olímpicos, em Londres, entre julho e agosto deste ano. Desde 1996, a Palestina só tinha participado do evento com delegação de esportistas convidados pelo Comitê Olímpico Internacional. Comerciante nos arredores de Jerusalém, o atleta de 28 anos acorda diariamente às 5h para treinar duas horas pela manhã, antes do expediente em uma loja de roupas e bolsas. Após o horário de trabalho, são mais duas horas de treino. Apesar de sonhar com uma medalha de ouro, o lutador carrega consigo um desejo mais imediato: que o Comitê Olímpico Palestino lhe conceda a honra de ser o porta-bandeira da Palestina na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, que acontecerá no próximo dia 27 de julho.



Judoca palestino dribla rivalidade com Israel e será o primeiro do país a competir por mérito


O técnico de Rmeileh, Hani Halabi, que também é o chefe da confederação de judô palestina, diz que não há cooperação entre os países. “A confederação israelense tentou organizar eventos conjuntos várias vezes, mas nós recusamos. Eu não posso pedir que um menino palestino compita contra um israelense enquanto seu pai está na cadeia ou sua casa foi demolida. E ele não pode passar pelos postos de controle”, diz Halabi.




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NATAÇÃO


Delegação participa apenas pela quinta vez dos Jogos Olímpicos

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Palestina nas Olimpíadas de Londres - 2012
A partir da esquerda: 
- Maher Abu Rmeilah, 28 anos, judô,  de Jerusalém - Capital da Palestina -  TPOI -Território Palestino Ocupados por Israel

- Woroud Sawalha, 20 anos, corrida 800 metros, de  Alshemalia - Distrito de Nablus - TPOI 
- Ahmed Gebril, 21 anos, natação 400 metros estilo livre, pais palestinos, nascido no Egito

- Sabine Hazboun, 18 anos, natação 50 metros estilos borboleta e livre, de Belém -TPOI

- Bahha Al Farra, 21 anos, corrida de 400 metros, de Khan Younes - Faixa de Gaza - TPOI


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sábado, 28 de julho de 2012

O VÉU CARCERÁRIO QUE APRISIONA A PALESTINA




Depois de uma greve de fome, prisioneiros políticos palestinos obtiveram um acordo que estipula o fim do isolamento, a limitação das detenções administrativas e direitos de visita às famílias. Porém, O sistema carceráro israelense permanece um instrumento essencial de controle dos territórios ocupados e da população


Portesto pela libertação da prisioneira palestina Hana Shalabi
(Defensores da prisioneira Hana Shalabi exibem seu retrato em protesto diante
da Cruz Vermelha em Jerusalém Ocidental)


por Stéphanie Latte Abdallah

Os palestinos falam em “prisioneiros de guerra” (asra) ou prisioneiros políticos; por outro lado, os que trabalham nas prisões israelenses evocam a expressão “detentos por segurança”, qualificação que não corresponde a nenhuma realidade legal e que depende de decisões do Exército, dos serviços de informação (Shin Beth) e da administração penitenciária. Essa categoria é reservada aos palestinos, tenham ou não cidadania israelense. Mais duras que as destinadas a outros presos, as condições de interrogatório, o acesso a um advogado e o tipo de detenção são constantemente reavaliados em função da situação política e de segurança. As penas são pesadas: condenações perpétuas segundo o número de mortes israelenses causadas direta ou indiretamente; e ausência quase completa de qualquer flexibilidade ou reavaliação da pena.

 O sistema carcerário destinado aos palestinos não foi elaborado somente como forma de sanção para os delitos demonstrados e provados: ligado ao sistema judiciário militar, tem sido um dos modos de governar a população. Assim, desde 1967, cerca de 40% dos homens passaram pelas prisões israelenses. Após a assinatura dos acordos de Oslo, em 1993, a maior parte dos prisioneiros foi libertada. A partir de setembro de 2000 e da Segunda Intifada, as detenções tornaram-se maciças e a população carcerária chegou a 8 mil detentos em meados da década de 2000. Em 30 de março de 2012, pouco depois da libertação de 1.027 palestinos em troca do soldado israelense Gilad Shalit, no fim de 2011, os presos somavam 4.386.1

 A partir de 2002, com os bloqueios, as incursões regulares do Exército e os assassinatos premeditados, essas prisões permitiram a gestão a distância dos territórios palestinos. A Cisjordânia foi recortada em centenas de enclaves monitorados por um sistema de pontos de controle fixos e móveis ao redor das cidades e vilarejos palestinos.

 Esse véu carcerário constitui o dispositivo mais importante de reconhecimento e controle da população ocupada, que, regido pela justiça militar, funciona por meio dos serviços de informação. Esse sistema repousa sobre um regime de provas baseado nos próprios interesses de Israel ou de terceiros. As confissões que os interrogatórios querem obter a qualquer preço justificaram a utilização de pressões físicas e psicológicas intensas similares à tortura – incentivadas pelo relatório Landau de 1987 −2 até que uma decisão da Suprema Corte israelense colocou um limite em 1999.

 As confissões, contudo, permanecem essenciais na medida em que 95% dos processos não avançam: os casos se ajustam por uma negociação da pena entre advogados e juízes, o que requer primeiramente a confissão do acusado. As autoridades judiciárias militares impulsionam essas negociações para evitar os processos, e aqueles que se recusam a aceitar essas condições são condenados de forma ainda mais pesada após procedimentos intermináveis. A quase totalidade dos detentos é declarada culpada,3 o que justifica aos olhos da opinião pública israelense e internacional as prisões em massa e as modalidades – contestáveis – do funcionamento dessa justiça militar.

 Em 2008, após três anos na prisão, o franco-palestino Salah Hamuri foi declarado culpado pela bala que matou o dirigente do partido ultraortodoxo Shas Ovadia Yussef e foi condenado a sete anos de prisão depois da negociação: ele confessou sua atividade militante na juventude da Frente Popular pela Libertação da Palestina (FPLP). Após o julgamento, as autoridades francesas, invocando o respeito da decisão da justiça local, não voltaram a se mobilizar pelo tema.

 Os delitos qualificados como “de segurança”, definidos pelo Exército como “atividade terrorista hostil”, representavam 47% das acusações em 2007. Contudo, a maior parte não correspondia a atos que resultaram em mortes nem a preparativos de atentados, mas simplesmente ao fato de o detento ter algum vínculo com uma “organização ilegal”.4 A classificação abrange todos os partidos políticos palestinos e uma série de associações e ONGs, e a lista não para de crescer. No rol ainda figura o Fatah − autor dos acordos de Oslo, ocasião em que se reconheceu a nação israelense em suas fronteiras pré-1967 −, declarado “organização terrorista” em 1986. Atualmente, mesmo os militantes engajados em mobilizações pacíficas de comitês de resistência popular (de localidades como Nailin, Beilin, Nabi Saleh etc.) são frequentemente detidos.

 

 218 menores na prisão

 Esse sistema permite prender quase todo mundo, homens e mulheres, a partir dos 12 anos. Os menores ficam sob a guarda da justiça militar e podem ser transferidos às mesmas prisões dos adultos a partir dos 16 anos, e não aos 18, como estipulam a Constituição civil israelense e o direito internacional. Essa especificidade da justiça militar começou a ser questionada no fim de 2011. Em 1º de maio de 2012, 218 menores foram presos, dos quais 33 com idade inferior a 16 anos.5

 Real e virtual, o véu carcerário desconstrói qualquer temporalidade. Os palestinos podem ser presos por qualquer ato e por seus laços familiares, sociais e políticos atuais, passados e até mesmo futuros. As disposições da prisão administrativa autorizam que uma pessoa seja mantida detida por seis meses, renováveis por várias vezes, com a discrição do Shin Beth, sem que nenhuma acusação formal seja necessária; no início de maio de 2012, 308 pessoas estavam nessas condições. Outros podem permanecer presos inclusive após a própria morte, em necrotérios ou cemitérios com esse fim. Para essas prisões contínuas, os serviços de informação recrutam colaboradores, infiltram-se na sociedade, negociam serviços e alimentam uma rede de informação considerável sobre a vida política, social e cotidiana dos palestinos. Após os acordos de Oslo, as prisões, antes em territórios ocupados, foram transferidas para Israel. A esse deslocamento, soma-se, desde 2003, a integração dessas casas de detenção ao sistema carcerário civil israelense, sob a autoridade unicamente do Shabas – órgão administrador do sistema penitenciário israelense. Essas mudanças contribuem para a diluição das fronteiras entre Israel e os territórios palestinos, perenizam a ocupação militar ao normalizá-la em suas instituições e a tornam invisível. Ademais, negligenciam a IV Convenção de Genebra, segundo a qual as populações ocupadas devem ser detidas em seu próprio território. O ministro palestino dos prisioneiros pretende levar às instâncias internacionais essa questão do estatuto jurídico até agora indeterminada para os prisioneiros palestinos.

 A passagem das prisões militares à tutela do Serviço de Prisões foi justificada pela possibilidade de redução dos custos da política carcerária como um todo em função das competências profissionais do Shabas e por motivos humanitários, como a melhoria das condições de detenção. Os serviços de informação, contudo, desempenharam um papel essencial nessa decisão. Membros de direito do conselho de administração do Shabas, eles participam atualmente das decisões e contribuíram muito para a nova administração carcerária inaugurada em 2003.

 A diminuição dos custos de detenção foi facilitada pela Autoridade Palestina: com a retomada das detenções em massa, o papel do Ministério dos Prisioneiros de Guerra e Ex-Detentos, criado em 1998, cresceu, assim como seu investimento financeiro. A Autoridade Palestina transfere por mês entre 20 e 25 milhões de shekels (R$ 10,5 milhões e R$ 13 milhões) a Israel, participando, com seus financiadores europeus e internacionais, dos custos de detenção. O ministério oferece assistência jurídica e paga a quantia destinada às compras na loja da prisão.

 Em agosto de 2004, o Shabas reduziu consideravelmente a quantidade de alimentos e os produtos de primeira necessidade fornecidos aos detentos (detergentes, sabão, uniformes, sapatos etc.). As compras cotidianas na loja da prisão – cujas tarifas aumentaram desde sua privatização – tornaram-se, portanto, necessárias. A Autoridade Palestina também deposita uma quantia por mês a todos os detentos “de segurança”, palestinos ou árabes. Nos casos que correspondem, também financia seus estudos na Universidade Aberta de Tel-Aviv, a única autorizada pelo Shabas, que é privada e com cursos em hebraico.

 Desde 2011, entre as medidas repressivas tomadas em função da manutenção em cativeiro do soldado Shalit, suspenderam-se os estudos superiores e a possibilidade de completar o ensino médio, assim como a disposição de livros e materiais para escrever. Além disso, recentemente, o Shabas instaurou em suas punições habituais (solitária, isolamento prolongado às vezes de anos, privação de visitas etc.) um sistema de multas (400 shekels, ou R$ 210) por qualquer infração às regras internas da prisão. As sanções financeiras se tornaram sistemáticas nos últimos anos, e para impedir a continuidade dessa inflação carcerária a Autoridade Palestina limitou seu apoio a 4 mil shekels por prisioneiro para afiançar as multas dos tribunais.

 As autoridades penitenciárias trataram de agudizar a cisão ocorrida entre o Hamas e o Fatah em 2007. Os prisioneiros foram acomodados em diferentes alas, divididos em afiliados aos partidos religiosos (Hamas e Jihad islâmica) e membros de partidos políticos (Fatah, FPLP, Frente Democrática pela Libertação da Palestina e comunistas).

 Os prisioneiros também foram separados em função de sua cidadania e posição social, seguindo as mesmas linhas de fragmentação e isolamento em vigor nos territórios ocupados, em um paralelo cada vez mais marcado pelo dentro e fora. Os palestinos ditos “de 1948” – cidadãos de Israel e de Jerusalém Leste – foram tratados da mesma forma e em geral isolados dos outros prisioneiros, medida acorde à perspectiva israelense de incorporação total da Cidade Santa. Considerados prisioneiros “de segurança”, são, pela condição de “inimigos do interior”, condenados de forma mais pesada que os palestinos dos territórios. É por essa razão que, no fim de 2011, a libertação excepcional de 48 cidadãos de Jerusalém e sete palestinos “de 1948” foi interpretada como uma das vitórias do Hamas nesse acordo.

 Segundo o testemunho de Walid Dacca, encarcerado há vinte anos6 em distintos estabelecimentos, o Shabas multiplicou as separações em função de distinções geográficas ou mesmo familiares: os residentes de cidades foram afastados dos residentes de campos e vilarejos; os originários de Ramallah foram distinguidos dos de Nablus, Jenine ou Hebron.

 

 Individualismo e passividade

 O deslocamento das prisões para Israel restringiu as visitas familiares (limitadas desde 1996 apenas aos parentes de primeiro grau: pais, filhos, irmãs e irmãos), que necessitam, agora, de permissão para entrar no território israelense, em geral recusada por motivos de “segurança” ou contestação dos laços de parentesco. São principalmente mulheres que visitam os detentos, ou filhos sozinhos, sem acompanhantes. Desde 2004, a regra determina que não haja contato físico nas visitas, à exceção dos menores de 6 anos, que podem ter contato com os presos. Em geral, as conversas se desenrolam através de um vidro e por intermédio de um telefone.

 Esses mecanismos de isolamento crescente se apoiam, igualmente, em uma lógica neoliberal de promoção material dos prisioneiros destinada a incentivar o individualismo e a passividade. Em algumas prisões, as condições antes deploráveis mudaram radicalmente com a integração ao Shabas e a reforma ou construção de novos prédios: em Ofer, Ksiot ou Hadarim, há uma nova ala de estilo norte-americano equipada com todo conforto, cozinha, máquina de lavar roupa. As novas tecnologias tornam mais visíveis o controle e a privação de liberdade − os próprios detentos fecham suas portas antes que o guarda acione o sistema centralizado de trancamento de uma centena de células; outros vivem em um espaço “independente” sem ver os vigilantes, dedicados “livremente” às suas ocupações. Essa normalização pelo conforto material visa sobretudo – mas não somente – às figuras proeminentes da prisão, gerando uma desigualdade no tratamento que se torna fator ativo na desassociação entre os presos.

 Essa política pretende favorecer a solidão dos encarcerados. O esporte e os divertimentos televisivos foram substituídos por atividades de formação política e cultural ou pela leitura – espaços que até então vêm sendo o eixo da socialização dos prisioneiros.

 A banalidade da experiência carcerária e as idas e vindas entre fora e dentro criam uma porosidade cada vez maior entre a vida na prisão e a vida no exterior. Os detentos têm a sensação de que possuem uma vida para além e apesar da prisão – como atestam a multiplicação por cinco dos universitários em detenção no período pós-Oslo e os incentivos ao casamento. Diante da fragmentação induzida pela prisão, as tecnologias da comunicação substituem os laços efetivos e militantes: a partir de 2002-2003, os telefones celulares entraram em certas prisões de homens e facilitaram o diálogo com o exterior, criando um mercado negro e uma ferramenta de vigilância por parte das autoridades penitenciárias. O acesso à internet e a criação de perfis no Facebook alimentados por parentes ou ONGs permitem que esses prisioneiros existam virtualmente no exterior e dão uma nova ressonância coletiva às mobilizações dos prisioneiros.


Stéphanie Latte Abdallah


 *Stéphanie Latte Abdallahé pesquisadora do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS-Iremam, Aix-en-Provence) e autora, com Cédric Parizot (orgs.), da obra A l’ombre du mur: Palestiniens et Israéliens entre séparation et occupation [À sombra do muro: palestinos e israelenses entre separação e ocupação], Actes Sud, Arles, 2011.


Ilustração: Ammar-Awad/Reuters



 1.Fonte: . Esses números não incluem os palestinos de 1948, cidadãos de Israel.

2.Comissão israelense criada após a morte em detenção de dois prisioneiros palestinos e dirigida pelo juiz Moshe Landau, presidente da Suprema Corte. Reconheceu o uso sistemático da tortura nas prisões israelenses, mas decidiu estabelecer regras autorizando o “uso moderado de pressões físicas”.

 3.“Guilty, membership and activity in unlawful associations − Military courts 2008” [Culpa, pertencimento e atividade em associações ilegais − Cortes militares 2008], Machsom Watch, Tel-Aviv, 2008. Disponível em: .

 4.Ibidem.

 5.Disponível em: .

 6“Consciousness molded. Or: of the re-identification of torture” [Consciência moldada. Ou: sobre a reidentificação da tortura]. In: Abeer Baker e Anat Matar (orgs.), Threat:  Palestinian political prisoners in Israel[Ameaça: prisioneiros políticos palestinos em Israel], Pluto Press, Londres, 2011.


 


03 de Julho de 2012

quinta-feira, 26 de julho de 2012

GOVERNO BRASILEIRO: ISRAEL CRIA OBSTÁCULOS PARA A PAZ!



Governo brasileiro faz criticas à Israel
                                                                                                 Bebeto Matthews/AP/AE


Governo brasileiro lamenta falta de evolução no acordo de paz entre Israel e Palestina e condena assentamentos

25/07/2012 - Internacional

Renata Giraldi - Repórter da Agência Brasil 

 Brasília – A representante do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), embaixadora Maria Luiza Viotti, disse hoje (25) que não se observam avanços nas negociações em busca de um acordo de paz entre Israel e a Palestina. A diplomata disse lamentar que, até o momento, as articulações tenham sido “infrutíferas” e condenou os assentamentos israelenses em regiões da Cisjordânia.

 Para a diplomata, os assentamentos são ilegais e contrariam o direito internacional. Maria Luiza Viotti fez a crítica durante debate aberto sobre o Oriente Médio, promovido pelo Conselho de Segurança da ONU. “Ainda não vimos desenvolvimentos significativos no processo de paz entre Israel e a Palestina, há muito paralisado. Lamentamos que tentativas recentes de retomar as negociações tenham sido infrutíferas”, disse.

 Segundo ela, a principal pendência em relação ao acordo de paz recai sobre os assentamentos israelenses na Cisjordânia. “Os assentamentos são ilegais perante o direito internacional, contrários à paz, prejudiciais às preocupações de segurança de Israel e uma ameaça à solução de dois Estados”, ressaltou.

 Maria Luiza Viotti lembrou que tentar buscar a legalidade no processo de assentamento na Cisjordânia é contrariar o princípio do direito de os palestinos terem seu território próprio. “São perturbadoras as tentativas de se afirmar a legalidade dos assentamentos e dos postos fronteiriços. Isso apoia-se em um raciocínio que vai de encontro à solução de dois Estados e aos direitos inalienáveis do povo palestino.”

 Mais uma vez, a embaixadora defendeu o direito de os palestinos terem um Estado independente e autônomo com base nas fronteiras de 1967 e a admissão da Palestina como membro da ONU. “O conselho deve exercer suas responsabilidades e renovar os esforços para lidar com a questão Israel-Palestina, que é, inegavelmente, um dos principais desafios na agenda internacional de paz e segurança”, disse.

 A diplomata elogiou os esforços das autoridades e da população do Egito na tentativa de consolidar a democracia no país, por meio de eleições livres e democráticas. Segundo ela, esse é o caminho ideal. “Elogiamos o povo egípcio pela realização de eleições livres e justas, que consolidaram ainda mais o caminho pacífico do Egito rumo à democracia”.

 De acordo com ela, o Brasil também observa de forma positiva as eleições legislativas na Líbia. “[O governo brasileiro] Parabeniza o povo e o governo da Líbia por esse importante passo no seu processo de transição democrática”. A embaixadora ainda comentou sobre a situação política da Tunísia. “Do mesmo modo, reconhecemos os progressos positivos na Tunísia, onde um vibrante debate público sobre o futuro do país está sendo realizado em um ambiente democrático.”

Edição: Lana Cristina

sábado, 21 de julho de 2012

ONU classifica como ‘desumano’ e ‘cruel’ confinamento solitário de crianças palestinas por Israel


20 de julho de 2012 · Destaque 

Relator especial denuncia tratamento ‘degradante’ e ‘ilegal’, enquanto Comitê Especial sobre o tema declarou estar ‘perturbado’ com relatos de prisão em massa de crianças e destruição rotineira de casas do povo palestino, entre outras práticas.




Menina palestina em frente a sua casa destruída
A menina nesta foto chama-se Sabah. Ela tem 4 anos e é palestina. Está de pé, em frente à sua casa destruida. https://twitter.com/onubrasil/status/226381305984724992

O Relator Especial das Nações Unidas sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados, Richard Falk, condenou nesta sexta-feira (20) o uso por Israel de solitárias para crianças palestinas. O Especialista, em seu relatório (acesse aqui), pediu ao governo israelense que trate as crianças palestinas detidas de acordo com as leis internacionais de direitos humanos, respeitando sua dignidade.

“O uso por Israel de confinamento solitário contra crianças viola flagrantemente os padrões internacionais de direitos humanos”, indignou-se Falk sobre o fato do país aplicar a medida como punição para crianças em greve de fome.

“Este padrão de abuso de Israel é grave”, avalia. “É desumano, cruel, degradante e ilegal, e mais preocupante, é provável que afete a saúde física e mental de detidos menores de idade.”

“As condições carcerárias são geralmente deploráveis, obrigando as crianças a dormirem no chão ou em camas de concreto em celas sem janelas”, afirma Falk. “Às crianças palestinas, especialmente de Gaza, também são negadas visitas de parentes e acesso a advogados. Isto isola e intimida as crianças e as expõem a maus-tratos durante interrogatórios.”

Falk destacou que, em 53 casos relatados pela ONG ‘Defence for Children International’ desde 2008, palestinos entre 15 e 17 anos foram confinados em solitárias por períodos de 1 a 24 dias.

Fonte: http://www.onu.org.br/onu-classifica-como-desumano-e-cruel-confinamento-solitario-de-criancas-palestinas-por-israel/
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Comitê da ONU relata momentos de terror que fazem parte do cotidiano dos palestinos

Também nesta sexta-feira (20), o Comitê Especial da ONU sobre práticas israelenses nos Territórios Ocupados expressou grave preocupação com o tratamento de crianças palestinas detidas pelas forças de segurança israelenses, advertindo que um padrão de detenção e maus tratos das crianças “está vinculado a preocupações mais amplas e de longa data sobre a detenção palestinos por Israel em geral”.

“Testemunhas informaram à Comissão que maus tratos de crianças palestinas começam desde o momento da detenção”, disse o Embaixador Palitha T.B. Kohona, Representante Permanente do Sri Lanka junto às Nações Unidas em Nova York e Presidente da Comissão, no final de uma visita de averiguação em Amã (Jordânia), Cairo (Egito) e na Faixa de Gaza.

“Um grande número de pessoas são rotineiramente detidas. Casas com crianças são cercadas por soldados israelenses durante a madrugada, granadas de som são disparadas em direção às casas, portas são quebradas, tiros muitas vezes são disparados, nenhum mandado é apresentado”, observou ele. “As crianças são brutalmente presas, seus olhos vendados e são empurradas para as traseiras dos veículos militares.”

O Embaixador Kohona explicou que os pais não estão autorizados por Israel a acompanhar as crianças detidas, e que os membros da família são insultados, intimidados e, por vezes, agredidos fisicamente. De acordo com testemunhas, a detenção e transferência de crianças pode durar horas, e muitas vezes, podem incluir paradas em assentamentos israelenses, postos de fiscalização e policiais ou bases militares de Israel.

“As crianças não são informados dos seus direitos, incluindo o direito à representação legal e não autoincriminação”, alertou. Em 63% dos casos envolvendo crianças palestinas, segundo os relatos recebidos, as autoridades israelenses tentam pressioná-las a se tornarem informantes. “A visão do Comitê é de que esta é uma prática inaceitável, com a qual Israel deve pôr fim imediatamente.”

“Relatórios do interrogatório de crianças palestinas são de extrema preocupação para a Comissão, bem como as condições de detenção em geral”, salientou o Embaixador Kohona. “Às crianças palestinas detidas, são frequentemente negadas visitas de familiares, o acesso a representação legal, além de serem mantidas em celas com adultos, negado o acesso à educação e, mesmo com a idade de 12 anos, julgadas em tribunais militares israelenses”.

“Ficamos consternados ao ouvir que Israel continua a sua prática de condenar crianças à prisão, ou a prisão domiciliar em outras casas diferentes das suas próprias famílias, com efeito exilando-as de suas famílias”, disse ele. A Comissão foi informada por testemunhas que havia 192 crianças em detenção – 39 delas com menos de 16 anos.

O Comitê também ficou chocado ao saber que Israel põe crianças palestinas em confinamento solitário. “Segundo relatos recebidos, Israel usa a solitária contra 12% das crianças palestinas detidas”, observou o Embaixador Kohona. “Isto é especialmente preocupante quando se considera que Israel prende cerca de 500 a 700 crianças palestinas todos os anos.”

Nas suas observações preliminares, o Comitê Especial da ONU chamou a atenção para duas outras áreas de preocupação imediata na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental: a prática israelense de demolir casas palestinas e a violência de colonos israelenses contra palestinos. Os especialistas também avaliaram o impacto econômico do bloqueio israelense à Faixa de Gaza.

“Estas práticas israelenses levam o Comitê Especial a uma conclusão abrangente e profundamente perturbadora”, ressaltou Kohona. “A prisão em massa de palestinos; a demolição rotineira de casas e o deslocamento de palestinos; a violência generalizada por colonos israelenses contra palestinos; e o bloqueio e a dependência resultante sobre o contrabando ilegal para sobreviver; estas práticas equivalem a uma estratégia para forçar a retirada do povo palestino de suas terras ou marginalizá-los severamente de modo a estabelecer e manter um sistema de opressão permanente.”

O Comitê Especial vai apresentar um relatório de missão para a Assembleia Geral da ONU em novembro próximo, com suas observações e recomendações para melhorar a situação dos direitos humanos para aqueles cujas vidas são afetadas pela ocupação.

Fonte: http://www.onu.org.br/onu-classifica-como-desumano-e-cruel-confinamento-solitario-de-criancas-palestinas-por-israel/

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ONU denuncia Israel por maus tratos contra crianças

20/07/2012 - Revista Exame

O órgão explicou que segundo testemunhos, atualmente há 192 crianças palestinas detidas pelas autoridades israelenses, sendo 39 delas menores de 16 anosPalestinas 

Genebra - Dezenas de crianças palestinas são detidas, isoladas e submetidas a processos judiciais sem auxílio de advogados em Israel, segundo denunciou nesta sexta-feira o comitê da ONU encarregado de supervisionar as práticas israelenses nos territórios palestinos ocupados.




 O órgão explicou que segundo testemunhos, atualmente há 192 crianças palestinas detidas pelas autoridades israelenses, sendo 39 delas menores de 16 anos.



 O diretor do comitê e embaixador do Sri Lanka na ONU, Palitha Kohona, afirmou que os maus-tratos às crianças 'começam desde o momento de sua detenção', quando os jovens 'são amarrados e conduzidos aos veículos militares com os olhos vendados'.



 Segundo Kohona, 'as crianças não recebem informação sobre seus direitos'. O diretor afirmou que em 63% dos casos, os oficiais israelenses tentam pressionar as crianças para que se tornem informantes.



 Além disso, as crianças palestinas detidas não têm direito a visitas de familiares, não têm acesso a uma representação legal e nem à educação. Elas são mantidas em celas de adultos e, inclusive, chegam a ser julgadas em tribunais militares com apenas 12 anos.



 Os membros do comitê também se mostraram 'comovidos' após reconhecer que em torno de 12% das crianças prisioneiras estão em regime de isolamento, algo que segundo Kohona, 'é especialmente preocupante, se for levado em conta que Israel detém a cada ano entre 500 e 700 crianças palestinas'.



 Além da situação vivida pelas crianças, o comitê da ONU também censurou as demolições de imóveis palestinos por parte de Israel e a violência dos israelenses contra os palestinos em geral, assim como o impacto econômico do bloqueio israelense da Faixa de Gaza para a população.

Fonte:http://exame.abril.com.br/economia/mundo/noticias/onu-denuncia-israel-por-maus-tratos-contra-criancas


sexta-feira, 20 de julho de 2012

COMO 50 CARTAZES EM NOVA IORQUE PODEM DERROTAR O EXÉRCITO ISRAELENSE?


Palestina - Palestinian loss of land - 1946 to 2010
Henry Clifford, co-chairman of The Committee for Peace in Israel and Palestine, told FoxNews.com he paid $25,000 to display posters at 50 Metro-North Railroad stations for 30 days. They are to “educate and inform people” on the proper historical context of the region, he said.

Israel foi criado tendo como base a colonização da Palestina e o sionismo foi e continua sendo a ideologia desse processo colonizador.


A colonização sionista da Palestina tem como premissas básicas a expulsão do povo nativo palestino, a expansão territorial e a negação da identidade histórica, cultural e social dos palestinos enquanto agrupamento humano e como nação politica e geográfica. No Brasil, a colonização portuguesa utilizava-se da mão de obra negra escrava e indígena para extrair as riquezas naturais, tal como o ouro, e envia-las para Portugal. O sionismo, diferentemente do colonialismo português e de qualquer outro colonialismo da história, é o único que quer substituir um povo nativo, o palestino, por outro agrupamento humano, no caso os judeus.


Por mais que o sionismo procure justificar as razões desumanas e criminosas do seu processo colonizador, declarando que as perseguições aos judeus na Europa do século 18 e depois com o Holocausto, seriam a causa maior para estabelecer um Estado Judeu na Palestina, a verdade histórica prevalece e a justiça tarda, mas não falha. Ou seja, quando o sionismo mentiu dizendo que a “Palestina é uma terra sem povo, para um povo sem terra”, tinha como objetivo iludir a opinião publica mundial que na Palestina não havia palestinos e assim abrir o caminho para a expulsão, ocupação de territórios e a destruição de aldeias e cidades palestinas. Isso tem um nome: limpeza étnica da Palestina! É assim que o sionismo produziu os cerca de 5 milhões de refugiados palestinos que o cartaz (foto acima) informa, destruindo suas vilas e aldeias, confiscando e roubando suas terras e propriedades, no que é conhecido como a Nakba, a cátastrofe palestina, que tem como marcos os anos de 1947 e 48 e continua até os dias de hoje.


Um erro não justifica o outro: porque o sionismo, em nome dos que foram perseguidos e exterminados por Hitler, passou a perseguir e exterminar o povo palestino? Com o pretexto de proteger os judeus e não sofrerem mais perseguições, Israel, conduzido pela ideologia e as lideranças sionistas, se tronou o mais grave perigo contra os próprios judeus, já que Israel, com mais de 200 ogivas nucleares, produtor de guerras e massacres, construtor de um Muro do Apartheid, ocupante de terras pela força militar, carcereiro de pessoas que lutam pela sua liberdade, assassino de milhares e milhares de palestinos, colocou os próprios judeus num gueto trazendo mais insegurança do que segurança! Israel consegue, ao mesmo tempo, oprimir e massacrar o povo palestino e fazer com que os judeus sejam os representantes compulsivos das politicas suicidas de Israel!


Israel está isolada no Oriente Médio, construiu seu reduto de falsa segurança e não consegue fazer a paz verdadeira com os palestinos e árabes. Israel não cumpre as resoluções da ONU e as leis do direito internacional que apresentam as soluções para se chegar à paz. Estados Unidos é o único pais, a potencia imperialista, que mantem Israel em sua posição extremista, são, portanto dois extremistas, e os povos vão pagando a conta dessa aliança desastrosa que coloca em risco a própria paz mundial. 



Quando me deparei com a matéria dos 50 outdoors em Nova York que denunciam como Israel roubou as terras dos palestinos e, como consequência, a expulsão de suas terras e como o lobby sionista nos EUA reagiu a esses outdoors, quis trazer esse texto aos leitores para que possam, cada vez mais, contribuir para a paz, serem solidários com o sofrido povo palestino e terem a oportunidade de saber, de conhecer, de transmitir, em nome da justiça, que o quarto maior e mais bem equipado exercito do mundo pode ser derrotado com a verdade! A verdade é a arma mais poderosa, usem a verdade! A ideologia sionista fascista e seu exército israelense não suportam a verdade. Os judeus de todo o mundo só estarão livres e salvos de qualquer perseguição quando reconhecerem que Israel e suas politicas de ocupação e negação dos direitos nacionais do povo palestino não representam seus valores judaicos e gritarem em alto e bom som: Israel não age em nosso nome! Os judeus podem contribuir muito para virar o jogo da guerra e serem, juntamente com os árabes e palestinos, os construtores de uma nova era de justiça, paz e desenvolvimento no Oriente Médio e no mundo.

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A MATÉRIA NA FOX NEWS SOBRE OS CARTAZES EM NOVA IORQUE:

Provocative Palestine-Israel ads at New York train stations rile critics

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