domingo, 10 de agosto de 2008

CULTURA - Adeus ao poeta da resistencia


FEPAL - FEDERAÇÃO ÁRABE PALESTINA DO BRASIL

NOSSO ADEUS AO POETA DA PALESTINA

POETA DA RESISTÊNCIA


MAHMOUD DARWISH
1941 -2008


Poeta maior da resistência
o poeta do mundo árabe
Mahmoud Darwish

Continuarás alimentando
nossa luta, nosso combate
pela liberdade, lar e retorno

Continuaremos absorvendo
sua pintura literária
poesia que de sua alma brotou.

A sua carteira de identidade
continuará se espalhando pela Palestina
irritando o ocupante opressor.

Você venho de lá poeta, da Palestina
Voltaremos poeta, sanaúd.


Emir Mourad

video

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Mahmoud Darwish é considerado o mais importante poeta árabe contemporâneo. Nasceu em 1941 no vilarejo de Birwa, na Galiléia, que foi destruído por tropas israelenses em 1948. Em conseqüência de seu ativismo político ele enfrentou perda de moradia e prisão.

Em 1960, com 19 anos, escreveu seu primeiro poema, intitulado “Pássaros sem asas”. Um ano mais tarde ingressou no Partido Comunista de Israel, composto por árabes e judeus. Aos 22 anos publicou sua primeira obra intitulada “Folhas de oliviera” e desde então escreveu 31 livros de poesia e prosa ( algumas das obras estão
 catalogadas no site). Seus textos foram traduzidos para mais de 20 idiomas.

Darwish foi editor do jornal Itthad antes de ser forçado, pela ocupação israelense, a sair de sua terra natal em 1970 e exilar-se em Moscou, onde estudou por um ano. Foi então para o Egito onde trabalhou no Cairo para o Jornal Al-Ahram e em Beirute, no Líbano, como editor do jornal Palestinian Issues.

Em 1988 foi o autor da Declaração de Independência da Palestina, juntamente com Edward Said, o que lhe valeu o título de “Poeta da resistência”. Em toda sua obra Darwish expressa a defesa da liberdade e de sua terra, mas também soube cantar a vida e o amor.

Publicou em 1998 a coletânea poética Sareer el Ghariba (Leito do Estrangeiro), sua primeira coleção de poemas de amor. Em 2000 publicou Jidariyya (Mural), livro que consiste de um poema sobre sua experiência pró­xima da morte em 1997. Publicou seu livro de poesias Palco de Estado de Sítio em 2002.

Seu célebre poema, Carteira de Identidade (Sajjel, ana arabi), se converteu em um hino em todo o mundo árabe.

Foi membro do Comitê executivo da OLP e viveu no exílio entre Beirute e Paris até seu retorno em 1996 à Palestina. Seus poemas são conhecidos por todo o mundo árabe, e vários deles se tornaram letras de músicas.

Darwish tem sido o poeta palestino mais reconhecido no exterior. Em 1969 foi honrado com o prêmio Lótus, o prêmio Lênin em 1983, o premio da Fundação Lannn da liberdade cultural em 2001 e o premio Príncipe Claus da Holanda em 2004. Em 1997 foi produzido um documentário sobre ele na TV francesa, dirigido pela conhecida diretora franco-israelense Simone Bitton e recebeu a medalha de Cavalheiro das Artes e Letras da França e tornou-se membro comendador da Ordem de França das Letras e Artes. É membro honorário do Centro Sakakini.

Leia a matéria do ARABESQ sobre a obra e vida de Mahmoud Darwish


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Carteira de identidade

Mahmoud Darwich



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Registra-me!
sou árabe
número de minha identidade é cinqüenta mil
tenho oito filhos
e o nono... virá logo depois do verão!
vais te irritar por acaso?
Registra-me!
sou árabe
trabalho com meus companheiros de luta
em uma pedreira
tenho oito filhos
arranco pedras
o pão, as roupas, os cadernos
e não venho mendigar em tua porta
e não me dobro
diante das lajes de teu umbral
vais te irritar por acaso?


Registra-me!
sou árabe
meu nome é muito comum
e sou paciente
em um país que ferve de cólera
minhas raízes...
fixadas antes do nascimento dos tempos
antes da eclosão dos séculos
antes dos ciprestes e oliveiras
antes do crescimento vegetal
meu pai... da família do arado
e não dos senhores do Nujub¹
e meu avô era camponês
sem árvore genealógica
minha casa
uma cabana de guarda
de canas e ramagens
satisfeito com minha condição
meu nome é muito comum


Registra-me
sou árabe
sou árabe
cabelos... negros
olhos... castanhos
sinais particulares
um kuffiah² e uma faixa na cabeça
as palmas ásperas como rochas
arranharam as mãos que estreitam
e amo acima de tudo
o azeite de oliva e o tomilho
meu endereço
sou de um povoado perdido... esquecido
de ruas sem nome
e todos os seus homens... no campo e na pedreira
amam o comunismo
vais te irritar por acaso?


Registra-me
sou árabe
tu me despojaste dos vinhedos de meus antepassados
e da terra que cultivava
com meus filhos
e não os deixastes
nem a nossos descendentes
mais que estes seixos
que nosso governo tomará também
como se diz
vamos!
escreve
bem no alto da primeira página
que não odeio os homens
que eu não agrido ninguém
mas... se me esfomeiam
como a carne de quem me despoja
e cuidado...cuida-te
de minha fome
e minha cólera.


De Folhas de Oliveira


1- Célebre tribo da Arábia

2. Lenço com desenhos quadriculados, usado para cobrir a cabeça e que tornou-se símbolo nacional palestino pela liberdade e independência. Originariamente, esse lenço é usado pelos camponeses para protegerem a cabeça durante o trabalho no campo.




بطاقة هوية

محمود درويش



!سجِّل
أنا عربي
ورقمُ بطاقتي خمسونَ ألفْ
وأطفالي ثمانيةٌ
!وتاسعهُم.. سيأتي بعدَ صيفْ
فهلْ تغضبْ؟
!سجِّلْ


أنا عربي
وأعملُ مع رفاقِ الكدحِ في محجرْ
وأطفالي ثمانيةٌ
أسلُّ لهمْ رغيفَ الخبزِ،
والأثوابَ والدفترْ
من الصخرِ
و لا أتوسَّلُ الصدقاتِ من بابِكْ
ولا أصغرْ
أعتابكْ أمامَ بلاطِ
فهل تغضب؟



!سجل
أنا عربي
لقبِ أنا إسمٌ بلا
صبورٌ في بلادٍ كلُّ ما فيها
يعيشُ بفورةِ الغضبِ
...جذوري
قبلَ ميلادِ الزمانِ رستْ
وقبلَ تفتّحِ الحقبِ
وقبلَ السّروِ والزيتونِ
وقبلَ ترعرعِ العشبِ
أبي... من أسرةِ المحراثِ
لا من سادةٍ نجبِ
وجدّي كانَ فلاحاً
بلا حسبٍ.. ولا نسبِ
يعلّمني شموخَ الشمسِ قبلَ قراءةِ الكتبِ
وبيتي كوخُ ناطورٍ
منَ الأعوادِ والقصبِ
فهل ترضيكَ منزلتي؟
!أنا إسمٌ بلا لقبِ


!سجل
أنا عربي
ولونُ الشعرِ.. فحميٌّ
ولونُ العينِ.. بنيٌّ
:وميزاتي
على رأسي عقالٌ فوقَ كوفيّه
وكفّي صلبةٌ كالصخرِ
تخمشُ من يلامسَها
:وعنواني
أنا من قريةٍ عزلاءَ منسيّهْ
شوارعُها بلا أسماء
وكلُّ رجالها في الحقلِ والمحجرْ
فهل تغضبْ؟

سجِّل
أنا عربي
سلبتَ كرومَ أجدادي
وأرضاً كنتُ أفلحُها
أنا وجميعُ أولادي
ولم تتركْ لنا... ولكلِّ أحفادي
...سوى هذي الصخورِ
فهل ستأخذُها حكومتكمْ.. كما قيلا!؟
! إذن!
سجِّل.. برأسِ الصفحةِ الأولى
أنا لا أكرهُ الناسَ
ولا أسطو على أحدٍ
ولكنّي... إذا ما جعتُ
آكلُ لحمَ مغتصبي
حذارِ.. حذارِ.. من جوعي
!! ومن غضبي

من أوراق الزيتون

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10/08/2008 - 09h59
Morre o poeta símbolo da Palestina, Mahmoud Darwish

Reuters

Mohammed Assadi
De Ramallah
Mahmoud Darwish, cuja poesia traduziu a causa Palestina, receberá o equivalente a um funeral de Estado na Cisjordânia na terça-feira --honraria oferecida anteriormente apenas ao líder da Organização pela Libertação da Palestina Yasser Arafat.
O escritor de 67 anos morreu no sábado em Texas, Houston, de complicações desencadeadas por uma cirurgia de coração.
"Ele traduzia a dor dos palestinos de forma mágica. Ele nos fazia chorar e nos fazia feliz e mexia com nossas emoções", disse o poeta egípcio Ahmed Fouad Negm.
"Além de ser o poeta da ferida palestina, que está machucando todos os árabes e todas as pessoas honestas no mundo, ele é um poeta magistral", disse Negm à Reuters no Cairo.
O funeral de Darwish em Ramala será o primeiro patrocinado pela Autoridade Palestina desde que Arafat morreu em 2004.
O presidente palestino Mahmoud Abbas decretou três dias de luto nacional. Pessoas se aglomeraram no sábado à noite nas ruas de Ramala segurando velas e chorando.
O poeta residia na Cisjordânia desde que retornou, em 1990, de um longo período de exílio durante o qual ganhou proeminência na OLP de Arafat."A questão palestina, na poesia de Mahmoud Darwish, não era mais uma lenda, mas uma história sobre pessoas feitas de carne, sangue e sentimentos", disse Zehi Wahbi, apresentador de televisão e poeta libanês, amigo de Darwish.
Considerado o poeta nacional da Palestina, o trabalho de Darwish foi largamente traduzido. Ele ganhou novas gerações de admiradores com poemas que evocavam não apenas a dor dos palestinos deslocados, mas também paradoxos sutis e temas humanos mais amplos.
Ele desfrutava de grande popularidade no mundo árabe, onde tinha um nível de leitura de fazer inveja a poetas contemporâneos que escrevem em inglês e outras línguas européias, normalmente eclipsados por romancistas.


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A convocatória do 9º Congresso das Entidades e Comunidades Palestino Brasileiras, ocorrido em Janeiro de 2007, apresentou, na sua introdução, a seguinte poesia de Mahmoud Darwich:

EU SOU DE LÁ
Mahmoud Darwich



Eu venho de lá e recordo
que nasci como todo mundo nasce, tenho uma mãe
e uma casa com muitas janelas,
tenho irmãos, amigos e uma prisão.
Tenho uma onda marinha que a gaivota arrebatou
tenho uma visão de mim mesmo e uma folha de capim
tenho uma lua passada no auge das palavras
tenho uma comida divina de pássaros e uma oliveira
além da quilha do tempo
atravessei a terra antes que espadas tornassem
os corpos banquetes.

Eu venho dali.
Eu faço o céu retornar à sua mãe
quando por sua mãe o céu chorar,
e eu choro querendo o retorno de uma nuvem
para me conhecer.
Eu aprendi as palavras de tribunais manchados de sangue
de forma a quebrar as regras.
Eu aprendi e desmantelei todas as palavras
para construir uma única: Lar.


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BIOGRAFIA, CANÇÃO E DECLAMAÇÃO



video

Última aparição publica do Poeta, breve biografia e depoimentos








O fim do exílio: do Texas à Palestina
Remembering Mahmoud Darwish, Houston, Texas






video

(سجل، أنا عربي) - Carteira de Identidade - Cantada por George Qirmz




video
Mahmoud Darwish - Aabiroun


sábado, 9 de agosto de 2008

ESPORTE - Palestina nas Olimpiadas 2008



Durante o desfile das delegações dos países, na cerimônia de abertura da Olimpíada de Beijin-China, a Palestina foi representada por uma delegação de atletas da natação e atletismo. Com trajes típicos, sinalizaram o “V” da vitória.

Na foto acima, da esquerda para a direita, temos Ibrahim Al Tauil, Presidente da Federação de Natação; a nadadora Zakia Nassar de Beit Laham (Belém), estilo livre-50 metros; o nadador Hamza Abdo de Jerusalém, estilo livre-50 metros; a corredoraGhadir Ghrouf de Ariha (Jericó), velocista -100 metros. No momento da foto, Ghadir atendia uma chamada no celular.

O porta-bandeira da delegação palestina é o corredor dos 5000 metros, Nader Al Massri, da Faixa de Gaza, seguido, logo atrás, pelo treinador da equipe de atletismo, Yussef Hamaad, de Ariha (Jericó).




الجمعة أغسطس 8 2008

بكين - اعلنت الصين التي قدمت وجهها العصري للعالم الجمعة افتتاح دورة الالعاب الاولمبية في حفل مبهر شهد اطلاق الالاف من الالعاب النارية وأعاد التذكير بتاريخ الصين القديمة ليكتب كلمة النهاية لجدل سياسي دام شهورا.

وتعتبر دورة الالعاب الاولمبية السادسة والعشرين، الاضخم في التاريخ من حيث عدد المشاركة (10624 رياضيا ورياضية) والتي حملت شعار «عالم واحد، حلم واحد» على استاد «عش الطيور» الذي يتسع ل90 الف متفرج.

وتابع الحفل حول العالم جمهور قدر بنحو اربع مليارات نسمة.

ودخل وفد فلسطين ملوحا بشارة النصر التي رفعها ابراهيم الطويل رئيس اتحاد السباحة ومعه السباحة زكية نصار من بيت لحم والسباح حمزة عبدة من القدس والعداءة غدير غروف من اريحا التي ظهرت وهي تستقبل مكالمة هاتفية على جوالها الخاص .

وتقدمهم خطوتين الى الامام مدرب ألعاب القوى يوسف حماد من اريحا بينما تكفل العداء الغزاوي الاسمر نادر المصري برفع علم فلسطين .

وارتدى ممثلو فلسطين الزي الرسمي، الكوفية للرجال والثوب الفلسطيني المطرز للانستين غروف ونصار، في اشارة واضحة على ضرورة نقل معالم تراثنا وحضارتنا ووطنيتنا الى كافة دول العالم.





quarta-feira, 6 de agosto de 2008

PRISIONEIROS-URGENT APPEAL





ADDAMEER URGENT APPEAL 30/07/2008
Administrative Detention of Salwa Salah and Sara Siureh


Salwa Salah was born on the 10 November 1991. On Thursday June 5, 2008, at around 2 a.m. Salwa Salah (16 and half) was sitting with her family in their home in Bethlehem. The family suddenly heard a loud banging on the door. Salwa’s mother opened the door and was faced with soldiers and the Israeli Security Agency (ISA). A female soldier was present and told Salwa to get dressed. Meanwhile the other soldiers interrogated Salwa’s mother and questioned her about her husband, son and daughter. After finishing interrogating Salwa and her mother, the female soldier handcuffed Salwa’s hands, blindfolded her and forcefully took her to the military jeep.

Sara Siureh was born on the 20, November, 1991. On Thursday June 5, 2008, at around 1:30 a.m. Sara Siureh (16 and a half) was in her house with her husband in their family home in Bethlehem. They were suddenly startled to hear a loud banging on the door. Sara’s husband opened the door and was confronted with soldiers and the ISA. They stormed into the house and a female soldier shouted at Sara to get dressed. Sara was dragged out to the military jeep.

Both girls are relatives (cousins) and one of the girls is still at school. The ISA claim that the girls are involved in militant activities[1]. They were taken to Telmond Prison and then taken to Ofer Prison where they were interrogated for one hour. In the interrogation they were asked about what they were doing and if they had any relations with any political group. The girls did not confess to anything. After one hour the girls were taken back to Telmond where they spent a couple of days. On the night before going to the Military Court the girls were taken to Ramle prison. There was a female police officer escorting them.

Later during a meeting between the girls and Addameer’s lawyer the girls claimed that the female police officer was extremely abusive and was pushing them inside the military jeep. The girls also claim they were searched in a very humiliating way. Both girls are now in Addamoun prison in Israel and are being held with the other Palestinian adult female detainees. Neither of the girls has been allowed any contact with their families since their arrest on the 5th of June 2008. This is the first time that girls under the age of 18 have been put in administrative detention. Their administrative detention orders have been set for four months, with the possibility of an up to 6 month renewal at the end of that period. Administrative detention orders can be renewed indefinitely. An appeal against this decision was lodged and subsequently rejected. The twin principles of proportionality and the duty on a state to take into consideration the child’s well being underline much of the detail found in international law concerning the aims, restrictions and prohibitions on the sentencing of children.

The United Nations Standard Minimum Rules for the Administration of Juvenile Justice requires that any reaction to the juvenile offenders should ‘always be in proportion to the circumstances of both the offenders and the offence’. Another fundamental principle of sentencing is that the deprivation of liberty, if used at all, should only be used as a measure of last resort and for the shortest appropriate period of time (Art. 37 (b), CRC). Clearly this is not the case for these two young girls. The Court did not abide by these legal standards laid out for all detained minors. This is the first time that both girls have been in prison.

What is Administrative Detention?

The Israeli authorities can hold people in "administrative detention" without charge or trial, for as long as they wish. They have no intention of bringing such detainees to trial, saying they are a “security risk”. They do not inform the detainees or their lawyers how they have decided these detainees are a security risk. Administrative detention orders are issued by the Military Governor for terms of up to six months, and they are frequently renewed shortly before they expire. This process can be repeated over and over again.

The mental suffering caused by not knowing the grounds for detention can amount to torture as defined under the UN Convention Against Torture and such lengthy detentions without charge or trial also constitute 'arbitrary detention' which are a violation of the International Covenant on Civil and Political Rights (Article 9(1)) and the Universal Declaration of Human Rights (Article 9). Currently, there are approximately 750 Palestinians now in administrative detention. Of these there are approximately 10 Palestinians under the age of 18 years old.

[1] Their Uncle was involved in the siege on the Church of the Nativity in 2002. However there was no indication from the Court that this was one of the reasons for their arrest.


ACT NOW TO SUPPORT SALWA AND SARAH:

In particular letters should be addressed to:

Lt. Colonel Sharon Afek
Legal Advisor to the Israeli Army in the West Bank Chief Military Attorney.
P.O. Box 10482
Beit El, West Bank
Tel: 972-2-997-7071
Mobile: 972-50-551-1782
Fax: 972-2-997-7326
Fax: +972 2 997 7326.


Please cc Addameer at addameer@p-ol.comso we can keep track of the letters of support.

Letters can also be addressed to:
Mr. Ehud Olmert
Prime Minister
Office of the Prime Minister
3 Kaplan Street, PO Box 187
Kiryat Ben-Gurion, Jerusalem
91919, Israel
Fax: +972- 2-651 2631

Mr Daniel Friedmann
Minister of Justice
Fax: + 972 2 628 7757; + 972 2 628 8618

Mr Menachem Mazuz
Attorney General
Fax: + 972 2 627 4481; + 972 2 628 5438; +972 2 530 3367

Mr Ehud Barak
Minister of Defense
Fax: +972 3 697 6218

PLEASE WRITE TO the International Bar Association (IBA), asking its members and Human Rights Institute to put pressure on the Israeli Bar Association to ensure that all subjects under Israeli jurisdiction be granted the basic principles of rule of law - transparent processes which do not allow for arbitrary justice or governance - to which the IBA's Human Rights Institute (HRI) claims to be dedicated to: "The HRI is now a leading voice in the promotion of the rule of law worldwide."

Please send your letters of concern to the Director of the Human Rights Institute of the International Bar Association, Fiona Paterson, and copy it the Chairs of the Council, Ambassador Emilio Cardenas (Argentina) and Justice Richard Goldstone (South Africa).

Fiona Paterson
Director of Human Rights InstituteInternational Bar Association
10th Floor
1Stephen St
London, W1T 1AT
United Kingdom
Tel: +44 (0)20 7691 6868
Fax: +44 (0)20 7691 6544

PLEASE ALSO WRITE TO
the European Union urging the EU to pressure Israel to release or charge all prisoners in Administrative Detention and to put an end to such an unjust, arbitrary and barbaric system of incarceration without trial.
Send your letters of appeal to:

Personal Representative for Human Rights (CFSP) of the EU Secretary General/
High Representative Javier Solana
Ms. Riina Kionka
175 Rue de la Loi BE 1048 Brussels, Belgium
Fax. : +32 2 281 61 90

The Commissioner for External Affairs and European Neighbourhood Policy
HE Ms. Benita Ferrero- Waldner
Israeli Embassies and Consulates in your own country
A directory of Israeli embassies can be found on the website of the Israeli Ministry of Foreign Affairs. To access it, please go to the following link: http://www.mfa.gov.il/MFA/Sherut/IsraeliAbroad/Continents/


Below is a suggested draft of a letter that can be sent:


Dear Colonel Afek:

I am writing with regards to the arrest of Salwa Salah and Sara Siureh on June 5, 2008 from the town of Bethlehem in the West Bank, Occupied Palestinian Territories. Both girls are juveniles who should not be tried or treated as an adult.

Both girls are currently detained in Addamoun Prison inside Israel. Article 49 of the Fourth Geneva Convention (1949) explicitly states that "[t]he occupying power shall not deport or transfer parts of its own civilian population into the territory it occupies." Israel signed the convention in 1949.

Under Article 78 of the Fourth Geneva Convention relative to the Protection of Civilian Persons in Time of War, the administrative detention of persons is allowed ‘for imperative reasons of security’. However, for many years the system of administrative detention has been abused by Israel to punish without charge, rather than as an extraordinary and selectively used preventative measure. In addition, the treatment of administrative detainees, including the location and conditions of detention, contravenes not only international human rights standards but also the provisions of the Fourth Geneva Convention.

I would like to voice my opposition to the detention of Salwa Salah and Sara Siureh unless they are charged with a recognizable offence and immediately brought to justice in a fair trial according to international standards. Their continued detention is clearly not in their best interest, nor is it in accordance with the articles outlined in the United Nations Convention on the Rights of the Child.

In the mean time, I urge you to allow Salwa and Sara to receive regular visits from their family members.

Sincerely,


quinta-feira, 31 de julho de 2008

ISRAEL, SIONISMO E RACISMO - Muro do Apartheid

ORGANIZAÇÃO PARA A LIBERTAÇÃO DA PALESTINA


OLP – Departamento de Asuntos de las Negociaciones



Una barrera para la Paz:

EVALUACION A LA RUTA DEL MURO ISRAELI



Actualizado al 9 de Julio de, 2008


Exactamente hace cuatro años, la Corte Internacional de Justicia (CIJ) dictamino que el Muro que Israel construye en el territorio ocupado Palestino, junto a los asentamientos Israelíes, es ilegal y que de forma consecuente Israel debe retractarse tanto de su construcción como así reparar sus efectos.

En los cuatro años que han pasado desde entonces, Israel no ha respetado la autoridad de la Corte, continuando la construcción del Muro; completando alrededor del 60% de su proyecto de 701 kilómetros de Muro, así como transfiriendo miles de colonos hacia el territorio ocupado Palestino durante el mismo periodo de tiempo.

En lo concerniente a las terceras partes, la Corte sostiene que ellos tienen una obligación de no reconocer o asistir cualquier situación proveniente con la construcción del muro y asegurar que Israel cumple con sus obligaciones legales. Ahora y después de cuatro años la decisión de la corte no ha sido suficiente para enfrentar la intransigencia de Israel.

Trágicamente, palestinos continúan pagando el precio por esta falta de fuerza. Hace tres días, y con la intención de silenciar la pacifica y no violenta lucha, Israel agresivamente impidió la protesta de pobladores Palestinos de la villa Ni’lin junto con un grupo de manifestantes internacionales, hiriendo docenas e imponiendo tres días de toque de queda en el pueblo. Ni’lin es una aldea Palestina localizada al oeste de Ramallah y junto con pueblos vecinos (Rantis, Shaqba, Qibya, y Budrus) será pronto rodeada por muros y caminos de seguridad. Esto implica que 20000 palestinos que viven en esas 5 villas serán otra vez encerrados como un enclave en el territorio Palestino ocupado.

Palestinos, continúan con la esperanza de que una negociación pueda llevar a la solución que aspiran, pero al mismo tiempo están perdiendo la fe de que la paz pueda resolver el conflicto. Palestinos deben creer que un proceso político y legal puede proteger sus derechos y resolver el conflicto. La opinión consultiva podría ayudar con esta función.

Como mínimo, la comunidad internacional no debe validar los designios expansionistas de Israel, ya sea de forma explicita o implícita el reconocimiento del muro como una frontera de Israel o asistiendo el reasentamiento de colonos en otras partes del territorio Palestino ocupado..

Este documento analiza las consecuencias del Muro y los Asentamientos Israelíes a cuatro años de dictada la opinión consultiva de la Corte Internacional de Justicia.

A. Aun con los imprecisos clamores Israelíes de que el la ruta del Muro, solo toma entre un 7% y un 8% de la franja de Gaza, el muro y la planeada expansión de los asentamientos (colonias) tomará un 45.5 de la ocupada Ribera Occidental bajo control israelí.

La revisada ruta del muro por si sola anexa un 9-0% de la Ribera Occidental

Esta cifra incluye el valle de Latrun y Jerusalen Este, los que juntos constituyen un 20% de la Ribera Occidental

Esta cifra también incluye los dedos de Ariel y Kedumin, lo que junto constituye un 2.2% de la Ribera Occidental.

Asentamientos al este del muro, anexan de facto un 8% adicional de la Ribera Occidental

La mayoría de estos asentamientos tienen sus propias barreras o muros y controlan largas áreas de Tierra Palestina a través de la Ribera Occidental

o La anexión de facto de Israel del Valle del Jordan cuentan con un 28.5% adicional de la Ribera Occidental.

Asentamientos israelíes controlan casi todo el Valle del Jordan, restringiendo el uso y desarrollo de la tierra Palestina.

Israel reclama de que el Muro es un asunto de seguridad, pero revisando la ruta, la que abraca 701 Km., aun es más de dos veces el largo del borde del año 1967, lo que hace más difícil y caro patrullarlo. Hasta ahora, de los 701 kilómetros, 420 Km. (60%) están completos mientras que 52 kilómetros siguen bajo construcción.

o La revisada ruta del Muro, efectivamente incorpora más de 370,000 pobladores ilegales o cerca de un 87% de la población de colonos Israelí.

§ El muro facilita la expansión de la mayoría de los bloques de asentamientos, todos ellos considerados ilegales por la Corte Internacional de Justicia el 9 de Julio del 2004.[i]



B. Los Porcentajes no representan: Lo que importa es el valor y la ubicación de la tierra


o El este de Jerusalén, solo representa un 1.3 % de la Ribera Occidental, pero representa la capital política, económica, cultural y religiosa del territorio Palestino ocupado.

o El muro y asentamientos separan a los palestinos de su derecho al agua.

§ Los “dedos” de Ariel y Kedumin, que juntos se encuentran 22 Km. dentro del norte de la Ribera Occidental, representan un 2.2 % de la ocupada Ribera Occidental, pero impide el acceso Palestino a algunas de los mas valorados recursos de agua en la Ribera Occidental.

Al incorporar un gran porcentaje de las zonas productivas de agua, el Muro de Israel y los asentamientos impiden un futuro justo y equitativo en la ubicación de las fuentes de agua de la Ribera Occidental, como re requiere en el derecho internacional.[ii]

La ruta del Muro efectivamente separa a Jerusalen Oriental del resto de la Ribera Occidental.

o El Muro en Jerusalen de facto anexa 228.2 km2 o el 3.9% de la ocupada Ribera Occidental. El Muro separará o aislará a más de 230,000 palestinos de Jerusalén del resto de la Ribera Occidental y separará aún más a más de 2 millones de palestinos que viven en el lado oriental del Muro de Jerusalén Este.

o El Muro anexará de facto a Israel tres grandes bloques de asentamientos (colonias) que rodean la Jerusalén Oriental metropolitana -Givon, Adumim, y Etzion— tierra crítica para el crecimiento de la población palestina y su desarrollo económico.

o El Muro en sí facilita el proyecto de asentamientos israelíes en la Jerusalén Oriental ocupada, incluyendo el Camino Anillo Jerusalén (y otra infraestructura de asentamiento) que rodeará la Jerusalén Oriental ocupada, ahorcando aún más la Ciudad ocupada.

o El Muro facilita la expansión del bloque de asentamiento Adumim, el que incluye Ma’ale Adumim, Almon, Kefar Adumim, Mizpe Yeriho, Alon y Qedar, así como también Mishor Adumim, un asentamiento industrial. El mayor asentamiento (colonia) en este bloque, Ma’ale Adumim, controla un área de 63 km2 a ser incorporada al lado occidental del Muro. El área municipal total de Ma’ale Adumim es 15 veces mayor que su área construida actual.

§ El bloque Adumim queda aproximadamente 14 km al este de la frontera pre-ocupación de 1967, y alberga a más de 30.000 colonos. Para reforzar aún más la contigüidad entre el bloque Adumim y Jerusalen Occidental, Israel está implementando el Plan E-1. El Plan es para que un nuevo asentamiento israelí sea construido en 12,442 dunums de tierras palestinas de El-Eizariya, Az-Zaim, At-Tor e Issawiya. El Plan ahora está programado para tener 3.500 viviendas (aproximadamente 14.500 colonos), la construcción de las cuales ya ha comenzado en Nof Adumim. Sin embargo, la mayoría de la tierra será usada para desarrollar infraestructura israelí, incluyendo una zona industrial, diez hoteles e instalaciones de entretenimiento.

§ El Plan E-1 y el bloque Adumim aseguran el control israelí sobre los cruces clave de todos los caminos que conectan el norte y el sur de la Ribera Occidental y divide efectivamente a la Ribera Occidental. Más aún, el Plan E-1 evitará el desarrollo palestino en una de las áreas palestinas con el mayor potencial económico: Una vez que el Plan sea una realidad, las áreas palestinas de Jerusalén estarán separadas una de otra y el alto potencial de desarrollo del área se perderá, amenazando así la viabilidad del Estado Palestino y su capital.

o Como resultado de la fragmentación de las comunidades Palestinas Cristianas y Musulmanas de Jerusalén Oriental y las áreas vecinas, Jerusalén corre el inminente riesgo de perder su carácter histórico de albergar vivaces comunidades de Cristianos, Judíos y Musulmanes.

o La ruta del Muro y los asentamientos (colonias) del área de Jerusalén además separará a Jerusalén Oriental de las comunidades vecinas de Belén y Ramallah. Históricamente, estas comunidades han sido social, cultural y económicamente interdependientes. En conjunto, estas comunidades por sí responden por el 35 por ciento de la economía del territorio Palestino ocupado, incluyendo la Franja de Gaza.

o Belén quedará completamente separada de Jerusalén, mientras que los asentamientos que la rodean del bloque Etzion se expandirán más hacia tierra palestina. Incluso después de la conferencia de Annapolis, y contrario a las obligaciones de la Hoja de Ruta de Israel, Israel ha aprobado la expansión de los asentamientos de Har Homa, Betar Illit, Gilo, Givat HaMatos y Har Gilo en cientos de licitaciones por viviendas.

§ La villa de Walaja, al oeste de Belén, estará casi enteramente rodeada por el Muro con sólo un “cruce” conectándola a Belén.

§ Jaba, que previametne estaba ubicada en el lado “oriental” del Muro ahora será agregada al conjunto de villas palestinas rodeadas por los asentamientos Etzion que han de ser incorporados al lado “occidental” del Muro. Jaba estará encerrada entre el Muro y un camino de by-pass del asentamiento y, como las otras villas de este conjunto, quedará desprovista del libre acceso a Belén.

§ Los rodeantes asentamientos Etzion controlarán un área de 70.1 km2 – segunda sólo en tamaño al bloque de asentamiento (colonia) Ariel, que se extiende 22 km hacia la Ribera Occidental norte. Estos asentamientos permanentemente restringirán el desarrollo de Belén mientras que fragmentarán las comunidades agrícolas en las cuales Belén y Jerusalén basan sus alimentos e ingresos. Los asentamientos Etzion evitan el libre movimietno de personas y bienes entre las villas y las ciudades de Belén y Jerusalén, mientras que usurpan áreas cultivadas, evitando el acceso a campos, contaminando fuentes de agua y eliminando cualquier prospecto de desarrollo. Como ésta es el área más productiva de la región de Belén, el Muro y el bloque Etzion permanentemente inhibirán las economías de Belén y de Jerusalén Oriental.



C. Aproximadamente el 80% del Muro se ubica en territorio Palestino ocupado:


§ El 9 de julio del 2004, la Corte Internacional de Justicia inequívocamente reafirmó que todas las porciones del Muro de Israel construidas sobre territorio ocupado, incluyendo Jerusalén Oriental, así como también todos los asentamientos de Israel, son ilegales.[iii]

o Aproximadamente 260.000 Palestinos de la Ribera Occidental que viven en las Municipalidades de Jerusalén, Jenín, Qalqilya, y Belén, quedarán atrapados entre el Muro y la frontera pre-ocupación de 1967. Esto corresponde al 10,6% del total de la población palestina en la Ribera Occidental ocupada.

o Las villas del área de Belén Wadi Fukin, Nahhalin, Battir, Khirbet Zakariya, Husan y Jaba—hogar de aproximadamente 19.000 palestinos— quedarán atrapadas entre la frontera de 1967 y el Muro. Más aún, con la excepción de Jaba, todas estas comunidades estarán rodeadas entre dos Muros. Esto facilita la expansión de los asentamientos Etzion (colonias) mientras crea fuertes incentivos para que los aldeanos palestinos abandonen sus hogares y algunas de las más valiosas tierras de la Ribera Occidental para ganarse la vida en los centros urbanos palestinos vecinos.

o La ruta del Muro mantiene intacto el régimen de “zonas cerradas”, portones, y permisos.

§ Por orden militar israelí, sólo “israelíes” –incluyendo cualquiera capaz de inmigrar a Israel bajo la Ley del Retorno israelí –puede ingresar, vivir o trabajar en aquellas áreas entre el Muro y la frontera pre-ocupación de 1967, también conocida como “zonas cerradas”[iv] sin permisos.

§ Esto significa que miles de palestinos atrapados entre el Muro e Israel todavía necesitarán obtener y renovar permisos para permanecer en sus hogares. Más aún, los palestinos que vivan al “este” del Muro que tengan propiedad o trabajos en el lado “oeste” del Muro, aún necesitarán obtener y renovar permisos del ejército israelí para tener acceso a sus campos o lugares de empleo.

§ En tanto, según los términos de la orden militar, cualquier persona de religión judía en el mundo podrá inmigrar a asentamientos israelíes ilegales en las zonas cerradas, sin permisos.[v]

Mayor Información, favor contactar:

Xavier Abu Eid

Communications Advisor

Palestine Liberation Organization

Negotiations Support Unit

Ramallah - Occupied Palestinian Territories

Phone No: +972 2 296 3741

Fax No: +972 2 296 3740

Mobile No: +972 546 971 709

Mobile No 2: +970 598 950 300

Email: xabueid@nsu-pal.org

Website: http://www.nad-plo.org/



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[i] Catorce o quince tribunales reconocieron la ilegalidad de los asentamientos de Israel en la opinión mayoritaria. Ver generalmente, Advisory Opinion, 2004, supra en nota 2. Adicionalmente, el tribunal divergente reconoció la ilegalidad de los asentamientos en su declaración separada..Ver Judge Buergenthal’s declaration, ¶ 9, disponible en

, última revisión Mayo 22, 2005.

[ii] Para antecedentes sobre el problema del agua en el conflicto Palestino-Israelí, así como también un análisis básico de derechos de agua palestinos bajo legislación internacional, por favor refiérase a Negotiations Support Unit, The Palestinian Position on Water, disponible en < view="nego_permanent_water_hwaterp&title=">, última revisión Mayo 22, 2006.

[iii] Ver Advisory Opinion, ¶ 78, 2004, supra en nota 2.

[iv] Ver B’Tselem, Not All it Seems: Preventing Palestinians [sic] Access to their Lands West of the Separation Barrier in the Tulkarm-Qalqilya Area, p.7 (2004), disponible en , última revisión Mayo 22, 2006. Para una traducción al inglés de la orden de zona cerrada relativa al Muro, ver

, última revisión Mayo 22, 2006. Órdenes similares tratan áreas que caen bajo control jurisdiccional de asentamientos (colonias) israelíes. Ver B’Tselem, Land Grab: Israel’s Settlement Policy in the West Bank, (May 2002), disponible en

, última revisión Mayo 22, 2006.

terça-feira, 29 de julho de 2008

ANP- Israel não quer a paz





29 DE JULHO DE 2008 - 14h14


Palestinos repudiam declaração de premiê israelense


Saeb Erekat, palestino encarregado de negociar com os israelenses, afirmou nesta terça-feira que a Autoridade Nacional Palestina se posiciona contrária às declarações do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, que afirmou publicamente duvidar que se alcance a paz com os palestinos ainda este ano.


Erekat fez referência à presença de Olmert diante da comissão de Relações Exteriores e de Defesa do Knesset (parlamento), no dia de ontem, na qual manifestou incertidão a respeito de chegar a um acordo de distensão por diferenças nos temais vitais, o destino de jerusalém e o tema dos refugiados palestinos.


Para a ANP, as opiniões do primeiro ministro refletiram as intenções de Israel de fugir a seus compromissos assumidos na chamada Rota do Caminho, e seu desejo de converter 2008 em um ano de "assentamentos" em vez de um período de soluções.


A conferência de paz celebrada na cidade americana de Annapolis, em novembro de 2007, tentou abordar temas cruciais entre israelenses e palestinos para se chegar a um acordo até o fim deste ano.


Erekat também negou informações de que o presidente Mahmud Abbas aceitou o princípio de troca de territórios na Cisjordânia, que favorece os colonos ilegais israelenses, "o que", disse Erekat, "se projeta como uma tática para confundir os palestinos".


Os palestinos manifestaram que a construção de assentamentos israelenses ao longo da Margem Ocidental do Jordão poderia colocar por terra todo o processo de negociações bilaterais.


Agência Prensa Latina

CREDENCIAS 2 - Lula recebe Embaixador Ibrahim Al-Zeben

Exclusivo: a foto que o presidente achava que não seria publicada


24/07 - 16:43 - Ricardo Kotscho

A fotografia que ilustra esta coluna o leitor não vai encontrar em nenhum outro jornal, blog ou portal da internet. É exclusiva desta coluna...


Presidente Lula e Embaixador da Palestina no Brasil

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From: Arnaldo Carrilho
Sent: Tuesday, 29 July, 2008 10:32:10 AM
Subject: Re: Exclusivo: a foto que o presidente achava que não seria publicada


O novo Delegado palestino em Brasília, recém-chegado, removido da Havana, é homem de bem e competente diplomata. O Presidente Lula recebeu-o com as honras da casa e brincou, na ocasião, porque sabe dos estereótipos e preconceitos que envolvem nossa manipulada opinião pública quanto à Questão da Palestina. No fundo, estava ele a dizer, talvez, algo como: publiquem a foto.

Abraços do
Arnaldo C.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

FEPAL - CARTA AO MINISTRO CELSO AMORIM




FEPAL - FEDERAÇÃO ÁRABE PALESTINA DO BRASIL



Porto Alegre, 24 de Julho de 2008.Excelentíssimo Senhor
Embaixador Celso Luiz Nunes Amorim
MD Ministro de Estado das Relações Exteriores,


Não nos surpreendeu a detenção da filha do embaixador Pedro Motta no aeroporto de Ben Gurion. Trata-se de conduta das autoridades da “democracia israelense” imposta para centenas de brasileiros, sejam eles descendentes ou não de árabes. Todos são “terroristas” até que se prove o contrário.

Se a filha do embaixador, na condição de turista, ficou detida por três horas por ter um nome árabe, bem sabe vossa excelência o que ocorre com os brasileiros de descendência árabe e palestina que tentam visitar, rever ou retornar ao convívio de suas famílias que residem nos Territórios Palestinos Ocupados por Israel.

Denunciamos que são inúmeros casos de detenção, tortura e humilhações, seguidos de deportação ou negação de renovação de vistos. A denúncia foi remetida ao conhecimento do governo brasileiro e até o momento não tivemos uma resposta enérgica e satisfatória.

Em 04/12/2006 a Sociedade Árabe Palestino Brasileira de São Paulo, em carta dirigida a Embaixada da Palestina no Brasil, relata que cidadãos com passaporte brasileiro “estão sendo deportados a partir do Aeroporto de Bem Gurion, sem motivos ou explicações das autoridades locais” e que “além de vetar a entrada destes brasileiros, muitos que estão ou vivem lá são impedidos de renovar seus vistos”, referindo-se aos que residem nos TOP – Territórios Palestinos Ocupados por Israel.

Em 15/01/2007 a Embaixadora palestina no Brasil, envia uma carta (anexo) a Vossa Excelência relatando que recebeu a carta supracitada e solicita providencias.

Em 26/02/2007, a FEPAL- Federação Árabe Palestina do Brasil, envia uma carta (anexo) a Comissão Temporária da SEPPIR – Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, onde denuncia a situação dos brasileiros e solicita providencias.

Em 09/05/2007, a FEPAL envia uma carta (anexo) ao Ouvidor da SEPPIR, relatando a situação e solicitando providências. Em 14/06/2007, a SEPPIR, através de sua Assessoria Internacional, remete-nos uma resposta (anexo) onde encaminha o assunto para o Itamaraty – Departamento de Comunidades Brasileiras no Exterior “que adotará as providências consideradas pertinentes sobre a matéria” e informa que “foi instalada recentemente uma representação diplomática brasileira em Ramalah, na Cisjordânia, encarregada de prestar assistência consular a cidadãos e cidadãs brasileiras na região.”

Em 17/08/07, a FEPAL teve um encontro com a Embaixadora Lígia Scherer pouco antes que assumisse a representação diplomática em Ramalah. Entregamos à Embaixadora essa série de documentos que ora apresentamos, além de um depoimento da brasileira Sara Atari (anexo).

Durante os dias 13, 14 e 15 de junho de 2008, a FEPAL participou da Conferencia da Sociedade Civil das Américas – Preparatória para a Conferência Mundial da Revisão de Durban, que ocorrerá em 2009 em Genebra. Foi aprovada uma Moção (anexo) solicitando ao “Ministério de Relações Exteriores uma resposta a este oficio encaminhado pela Seppir e que procedam à investigação e apuração das denúncias.”

Muito nos preocupa quando o Itamaraty trata o caso de um embaixador brasileiro, desrespeitado e sua filha humilhada pelas autoridades israelenses, como questão protocolar sem formalizar uma atitude de convocar a embaixadora israelense no Brasil para prestar esclarecimentos. Assim temos uma noção da pouca importância que se dá aos brasileiros comuns, pobre gente que não tem credenciais diplomáticas, apenas o passaporte brasileiro.

Israel dificulta a entrada de qualquer um que tenha descendência ou nome árabe, pois quer esvaziar a palestina, dar continuidade a limpeza étnica iniciada em 1948 com a expulsão de 800 mil palestinos de suas terras, marcando Al Nakba, a Catástrofe palestina, e assegurar a sua expansão territorial. Tornar a vida dos palestinos insuportável e degradante é objetivo maior dos planos estratégicos sionistas: saiam daqui, mas não entrem!

São mais de 5 mil brasileiros que vivem na Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental que tem famílias, uma vida sob ocupação israelense cruel, desumana e assassina e aguardam uma ajuda, uma resposta de apoio e solidariedade, um ato de ousadia e coragem, onde a bandeira brasileira possa ser respeitada pelas autoridades israelenses. Autoridades de um país que desrespeita e humilha povos e governos, joga na lata do lixo todas as Resoluções da ONU, os Direitos Humanos e o Direito Internacional.

Esperamos que o governo brasileiro, que mantém relações com Israel, que acaba de assinar um Tratado de Livre Comércio com Israel, juntamente com outros países da América do Sul, que mantém acordos de cooperação em várias áreas com esse Estado fora da lei, possa fazer valer o princípio da reciprocidade nos aeroportos brasileiros e intervir para garantir uma vida digna, a reunião familiar, a renovação dos vistos desses cidadãos brasileiros. E que a cada deportação convoque a representação diplomática israelense para esclarecimentos, desculpas e fazer valer o direito dos cidadãos brasileiros de origem árabe ou não.

Lembramos o episódio ocorrido em 2003 entre o Brasil e os Estados Unidos:


A partir de 1º de janeiro de 2004, todo turista norte-americano que chegar ao Brasil será fotografado e terá as impressões digitais recolhidas pelas autoridades alfandegárias. É o que determina sentença da Justiça Federal. Foi proferida ontem em Mato Grosso. Tem validade em todo o território nacional.

A decisão é assinada pelo juiz federal Julier Sebastião da Silva. Ele acolheu ação cautelar movida pelo Ministério Público Federal. A sentença obriga o governo brasileiro a impor aos turistas americanos o mesmo tratamento a que serão submetidos os brasileiros em viagem aos EUA.
Trata-se de uma reação contra medida anunciada pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA. Decidiu-se que turistas de determinados países serão obrigados a deixar foto e digitais ao ingressar em território americano. A lista inclui o Brasil, ao lado de outros países da América Latina, da Ásia, da África e do Oriente Médio. Movida pelo procurador da República José Pedro Taques, a ação do Ministério Público visa obrigar o governo brasileiro a promover gestões para excluir os brasileiros da lista negra. Até lá, os turistas americanos receberão tratamento idêntico.
(.....)

O juiz teve o cuidado de exemplificar: "Até o ministro das Relações Exteriores do Brasil no governo Fernando Henrique Cardoso foi submetido a tratamento humilhante em aeroporto dos Estados Unidos". Uma referência à exigência de que o então ministro Celso Lafer retirasse os sapatos durante procedimento de revista. Luiz Inácio Lula da Silva, então candidato à Presidência da República, criticou abertamente a atitude, "afirmando que, em seu governo, tamanho desatino não teria acolhida e seria repelido de imediato", lembrou o juiz. Folha de São Paulo – 30/12/2003


Quando Israel invadiu e massacrou o Líbano em 2006, lembramos do gesto simbólico, quando ainda a bordo do avião, na cabine dos pilotos, no momento da aterrissagem no aeroporto de Beirute, Vossa Excelência acenou a bandeira brasileira em solidariedade e apoio ativo aos brasileiros no Líbano e ao povo libanês.

Excelência, Senhor Ministro, solicitamos, mui respeitosamente, que desfralde a bandeira brasileira em Ramallah para dar um basta a mais esse crime cometido pelas autoridades israelenses contra os direitos humanos e a dignidade de cidadãos brasileiros.

Contamos com a vontade política de Vossa Excelência e receba nossos votos de alta estima e consideração.



Atenciosamente,



Elayyan Taher Aladdin
Presidente



C.c.: Embaixador da Palestina no Brasil, Sr. Ibrahim Al-Zeben; Ministro da Seppir, Sr. Edson Santos



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CLIQUE - LEIA O QUE A IMPRENSA PUBLICOU SOBRE A DETENÇÃO DA FILHA DO EMBAIXADOR


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ANEXOS:




























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FEPAL - FEDERAÇÃO ÁRABE PALESTINA DO BRASIL

26 de fevereiro de 2007 / Ofício nº. 003/07

Ilma. Senhora
Lúcia Maria Xavier de Castro
MD Coordenadora da Comissão Temporária sobre a Questão Palestina do
Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial

Ilmo. Senhor
Flávio Jorge Rodrigues da Silva
MD Relator da Comissão Temporária sobre a Questão Palestina do
Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial


Ref.: situação dos brasileiros de origem palestina nos territórios palestinos ocupados por Israel


Senhora Coordenadora,
Senhor Relator,


Com nossos cordiais e sinceros cumprimentos, dirigimo-nos às Vossas Senhorias para denunciar a situação dos brasileiros de origem palestina que estão nos territórios palestinos ocupados por Israel.

Desde o inicio do ano de 2006, muitos brasileiros estão sendo deportados a partir do aeroporto de Ben Gurion e de fronteiras terrestres, sem motivos ou explicação das autoridades locais. Além de vetar a entrada destes brasileiros, muitos que estão ou vivem nos territórios ocupados são impedidos de renovar seus vistos.

Esta situação está separando pais de filhos e esposas de maridos, causando trágicos problemas familiares.

Denunciamos esta situação como grave delito de discriminação étnico-racial e uma violação dos direitos humanos de ir e vir e cerceamento da liberdade.

Solicitamos às Vossas Senhorias que procedam ,conforme as vossas competências, para que:

1- Acionem a Comissão Temporária do CNPIR, que tem como uma das finalidades, apurar a violação de direitos humanos na Palestina;

2- A Comissão Temporária apure e investigue in loco a situação dos brasileiros de origem palestina nos territórios ocupados;

3- Findas as devidas apurações e investigações, que a Comissão Temporária relate aos órgãos competentes nacionais e internacionais esta situação e para que executem as providencias cabíveis.

Solicitamos de Vossas Senhorias especial atenção para o caso em questão e, na oportunidade, reiteramos nossos protestos de elevada estima e consideração.


Elayyan Taher Aladdin
Presidente


Emir Mourad
Secretário Geral


C.C aos demais membros da Comissão Temporária : Ernesto Luiz Pereira Filho, Edson Luiz França e Ubiraci Matilde de Jesus; Ministra Matilde Ribeiro, Presidente do CNPIR e Oraida Abreu, Secretária Executiva do CNPIR.
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FEPAL - FEDERAÇÃO ÁRABE PALESTINA DO BRASIL

09 de maio de 2007 / Ofício nº. 004/07


Exmo. Senhor
Luiz Fernando Martins Silva
MD Ouvidor da SEPPIR

Ref.: situação dos brasileiros de origem palestina nos territórios palestinos ocupados por Israel

Prezado Ouvidor,

Com nossos cordiais e sinceros cumprimentos, dirigimo-nos à Vossa Excelência para denunciar a situação dos brasileiros de origem palestina que estão nos territórios palestinos ocupados por Israel.

Desde o inicio do ano de 2006, muitos brasileiros estão sendo deportados a partir do aeroporto de Ben Gurion, sem motivos ou explicação das autoridades locais. Além de vetar a entrada destes brasileiros, muitos que estão ou vivem nos territórios ocupados são impedidos de renovar seus vistos.

Esta situação está separando pais de filhos e esposas de maridos, causando graves problemas familiares.

Denunciamos esta situação como grave delito de discriminação étnico-racial e uma violação dos direitos humanos de ir e vir e cerceamento da liberdade.

Solicitamos a Vossa Excelência que proceda ,conforme as competências legais à vossa disposição, para que:

1- Se apure e se investigue in loco a situação dos brasileiros de origem palestina nos territórios ocupados;

2- Acione a Comissão Temporária do CNPIR, que tem como uma das finalidades, apurar a violação de direitos humanos na Palestina.

3- Findas as devidas apurações e investigações,
a)que se relate aos órgãos competentes nacionais e
internacionais esta situação para que possam tomar as
providencias cabíveis.

b) que se garanta os direitos dos brasileiros de origem palestina
nos territórios ocupados, baseado nos acordos de
“reciprocidade” entre os dois países.

Solicitamos de Vossa Excelência especial atenção para o caso em questão e na oportunidade, reiteramos nossos protestos de elevada estima e consideração.


Elayyan Taher Aladdin
Presidente

Emir Mourad
Secretário Geral

Anexos:
1) Carta da Embaixada da Palestina no Brasil ao Ministério de Relações Exteriores; 2) Carta da FEPAL à Comissão Temporária sobre a Questão Palestina-CNPIR

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Original Message
From:
sara atari
To:
jelazon@hotmail.com
Sent: Tuesday, August 14, 2007 9:08 PM
Subject: Relatrio

Meu unico problema foi volta da jordania para a Palestina
eu ja sabia que eu teria que esperar e passar pelo questionario outra vez..
quando eu cheguei no controle de passaporte, a mulher perguntou oque eu queria ali...
e eu perguntei se era na palestina. Ela ficou super nervosa e pediu se eu tinha certesa que ali era a Palestina, eu respondi que sim..ali era a palestina...ela ficou muito mais nervosa e me fez falar 3 vezes que ali era Israel e me fez pedir desculpas...
Fiquei 3 horas ali esperando...e veio um rapaz querendo fazer mais um questionario...eu respondi tudo normal...foi tranquilo...
Mais uma vez esperei e esperei...
nao sei quanto tempo depois uma mulher me chamou e pediu pra mim tirar a roupa (eu nunca ouvi essa de tirar a roupa) revistaram meu tenis e pediram pra eu me vestir e sair da sala..(isso tudo em voz alta, gritando..sendo grossos)
Depois um homem me chamou mais uma vez e me levou em uma sala um pouco distante do lugar que eu estava...pediram pra sentar pegaram meu braço e tiraram meu sangue com uma siringa...
depois colocaram alguma coisa parecida com algodao no meu nariz...
e em seguida colocaram em uma maquinhinha...
e pediram pra eu volta...(tudo gritando...como se eu fosse um animal)
depos de quase 8 horas e meia um homem veio falando que eu nao podia entrar na palestina por motivo de segurança...
eu nunca vo esquece oque ele falou..."pela nossa segurança...nao queremos voce aqui..." e jogou meu passaporte em mim...

Eu nunca ouvi algo parecido sabe ... Eu ja ouvi de abrirem a mala e revistarem tudo...pegarem oque eles queriam ou algo assim....ou esperar o passaporte 15 horas..
mas tirar sangue ....pra mim isso foi uma coisa...completamente desnecessario

=(

mas foi oque todos falaram..uma esperiencia..;)

eu so tenho que te agradecer obrigado obrigado obrigado...
100000 x obrigado...

Deus te abençoe

beijooes


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CONFERENCIA DA SOCIEDADE CIVIL DAS AMÉRICAS –

PREPARATÓRIA PARA A CONFERÊNCIA MUNDIAL DA REVISÃO

DE DURBAN – 13 A 15 DE JUNHO DE 2008 – BRASILIA – DF –

BRASIL


MOÇÃO

O Grupo nº 8 – Ciganos, nômades e outras etnias e lingüísticas e o Grupo nº4 – Migrantes, Refugiados e Desplasados internos apresenta a seguinte moção ao plenário:
Considerando que em 09 de maio de 2007, a FEPAL – Federação Árabe Palestina do Brasil, através de oficio, remeteu a Ouvidoria da SEPPIR a denuncia de que brasileiros de descendência palestina estavam sendo deportados por autoridades do governo israelense do aeroporto de Ben Gurion, vetando a entrada desses brasileiros nos territórios palestinos ocupados por Israel;

Considerando que a SEEPIR responde ao oficio em 14 de junho (anexo) afirmando que a denuncia foi encaminhada ao Departamento de Comunidades Brasileiras no Exterior, do Ministério de Relações Exteriores;

Considerando que a FEPAL, até o presente momento, não obteve nenhuma resposta oficial sobre o assunto;

Considerando que esta situação está separando pais de filhos e esposas de maridos, causando graves problemas familiares;

Denunciamos esta situação como grave delito de discriminação étnico-racial, uma violação dos direitos humanos de ir e vir e cerceamento da liberdade.

Solicitamos ao Ministério de Relações Exteriores uma resposta a este oficio encaminhado pela Seppir e que procedam a investigação e apuração das denúncias.

Brasília, 14 de junho de 2008.

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